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Cartas aos abolicionistas

Data: 19 de abril de 2021

Se pudesse voltar ao passado, o que você gostaria de dizer aos abolicionistas do século XIX que lutaram contra a escravatura e a comercialização de africanos?

Em resposta a esta pergunta, a turma do 9° ano, com o auxílio da professora Sabrina, produziu uma série de cartas a importantes defensores da causa, como o diplomata e historiador Joaquim Nabuco, a aristocrata Maria Tomásia, o farmacêutico José Carlos do Patrocínio, dentre outros.

A turma levou tão a sério a atividade, que levantou a seguinte questão à professora: “Se a gente escrever na nossa língua atual, pode ser que eles não entendam muito bem…”. Desta forma, eles mergulharam na pesquisa e escreveram suas cartas com a linguagem do século XIX, por meio das diferentes saudações, vocativos e utilização da segunda pessoa singular e plural.

iPad-InHands-Mockups-ABOLICIONISTA-e1619099404301-300x176 Cartas aos abolicionistas

Com este direcionamento, expuseram em suas cartas, aos abolicionistas, a falta de políticas públicas nos anos seguintes à abolição para a inserção da população ex-escrava na sociedade e contextualizaram o cenário social atual em que se encontram os afrodescendentes.

Argumentando com dados, os estudantes expuseram a contínua dificuldade de inclusão social e o enfrentamento ao resistente preconceito. Como também, as conquistas no contexto de legislação. Mereceu destaque especial o agradecimento à antiga luta.

Confira trechos de algumas cartas:

“Nos dias de hoje, as pessoas como a vossa senhoria se chamam militantes, estes lutam pelos mesmos direitos que vosmecê viestes a lutar durante toda a tua vida”.

[…]

Tu consegues perceber, minha cara? Que todo teu esforço pelo povo, pela terra, pela cultura, gerou inúmeros frutos para o Brasil? Hoje, tudo isso faz um efeito absurdo e impactante no nosso dia a dia.

Um grande agradecimento, seu caro apreciador”. Matheus Lucheze Lopes

“Mesmo hoje, século 21, ainda existem pessoas que praticam o preconceito com pessoas negras, mesmo depois de tudo que vosmecê e muitos outros nomes abolicionistas fizeram, e eu, como uma pessoa negra, agradeço”. João Pedro

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